Km 0 Um ponta pé. Criar os abismos para nos atirar - juntos! Carta de um refugiado É impossível amar a cidade sem bei-já-cu de imperador, sem ter sinhá e sem sinhô, só sendo cá, o meio do mar, vento frio, corpo dor. Eu vi de fora melhor do que de dentro, eu mudo o centro, eu sou o centro. Eu traço a linha aonde eu sempre quis, a fronteira é feita de giz, é a minha cicatriz. O mundo é a esmola, a casa eu levo na sacola, mas a sacola é furada porque não tenho nada, sendo eu, sou nada. Sou tudo sou nada e o horizonte não acaba. O horizonte não acaba. O horizonte não acaba. O horizonte não acaba. O horizonte não acaba. O horizonte não acaba. O horizonte não acaba. O horizonte não acaba. O horizonte não acaba. O horizonte não acaba. O horizonte não. O horizonte. O horizonte . O . Carne em transito, sou maquina, sou guerra, eu enfrento, eu busco ...